O primeiro-ministro do Reino Unido deve anunciar sua renúncia na próxima segunda-feira, dia 22. A decisão ocorre após intensa pressão interna no Partido Trabalhista, intensificada pela vitória de um prefeito de Manchester que abriu caminho para disputa pela liderança.
O movimento para substituir o líder vinha ganhando força há meses, mas se acelerou com a conquista de um prefeito de Manchester, figura popular da legenda. Mais de cem deputados do Partido Trabalhista, aproximadamente um quarto da bancada na Câmara dos Comuns, manifestaram o desejo de que o primeiro-ministro deixasse o cargo ou estabelecesse uma data para a transição.
Fontes do partido indicam que o apoio a esse movimento pode ser maior, com um parlamentar acreditando que até 200 deputados estariam prontos para formalizar a escolha de nova liderança. Nomes históricos da legenda, como David Blunkett e Harriet Harman, defenderam publicamente uma transição organizada.
Apesar das especulações, o primeiro-ministro negou intenção de deixar o comando do governo. Ele reafirmou a intenção de permanecer na sexta-feira, dia 19, e declarou: “Pretendo concorrer caso seja desafiado”, alertando que um embate pela liderança poderia gerar instabilidade política.

