O aquecimento das águas do oceano Pacífico equatorial sinaliza a formação do fenômeno El Niño, que influenciará o clima do Brasil durante o inverno, iniciado em 21 de junho. A tendência aponta para temperaturas acima da média e aumento de chuvas em certas regiões, embora períodos de estiagem sejam esperados.
Em São Paulo, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) prevê média de 130,5 mm de chuva para o inverno. O órgão informou que os volumes anuais variam drasticamente, citando 61,6 mm em 2017 e 352,2 mm em 2015. Apesar da expectativa de precipitação, o CGE alerta para períodos secos e alta amplitude térmica, com médias previstas de mínima de 13,4°C e máxima de 23°C em junho.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que os maiores volumes de chuva no inverno se concentrarão no noroeste da região Norte, leste do Nordeste e Sul. O Inmet também alertou que massas de ar seco reduzem a umidade, o que favorece queimadas e agrava problemas respiratórios. O instituto prevê a entrada de massas de ar frio, derrubando temperaturas no Sul e Sudeste.
O inverno, que se estende até 22 de setembro, terá contrastes regionais. O Inmet mencionou a possibilidade de geadas no Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul, e episódios de friagem em estados como Mato Grosso e Rondônia. O instituto também avisou sobre a ocorrência frequente de nevoeiros, o que pode reduzir a visibilidade em estradas e aeroportos.

