Um marceneiro de 21 anos foi detido por engano em Imbituva, Paraná, na terça-feira (16), durante uma operação policial contra suspeitos de caça ilegal. Seis policiais armados invadiram a residência do jovem por volta das 5h30 da manhã, enquanto a família dormia. O indivíduo foi solto na tarde de quinta-feira (18), 53 horas após a prisão.
A prisão ocorreu porque o mandado expedido continha os dados pessoais do jovem, mas o alvo real da operação era outro indivíduo, Wanderson Felipe Lick Penteado, investigado por integrar o grupo criminoso. O jovem relatou que, no momento da invasão, não compreendeu o que acontecia.
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) admitiu o erro, explicando que a confusão se deu pela similaridade dos nomes. A corporação declarou que “incorreu em erro escusável” ao identificar o homônimo. O jovem foi mantido em cela na Casa de Custódia de Ponta Grossa.
O advogado do marceneiro afirmou que entrará com processo pedindo indenização do Estado, alegando a falta de cautela mínima. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) informou que não pode divulgar detalhes do caso por estar sob sigilo judicial.

