Os gastos dos estados com as estruturas do Judiciário atingiram um recorde de R$ 95,9 bilhões em 2025, totalizando 6,53% do orçamento das unidades da federação. O dado, levantado com informações do Tesouro Nacional, mostra que a fatia do poder judiciário aumentou significativamente desde 2013.
A elevação das despesas com os tribunais restringe o orçamento dos estados, diminuindo recursos para áreas como saúde, educação e saneamento. O crescimento de menos de 2 pontos percentuais em 12 anos representa R$ 28 bilhões, valor que poderia financiar mais de 1.400 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou até 3.400 escolas.
A disparada de gastos ocorreu após a pandemia. Entre 2021 e 2025, as despesas judiciárias nos estados saltaram de R$ 59,3 bilhões para R$ 95,9 bilhões, o que corresponde a uma alta real de 61,6%. Em Minas Gerais, por exemplo, o gasto proporcional subiu de 4,42% em 2013 para 8,19% em 2025.
Embora o Supremo Tribunal Federal tenha limitado o pagamento de penduricalhos em março, a decisão não estabeleceu contenção total de despesas. A maior parte desses gastos é rígida, concentrada em pessoal e benefícios, o que mantém o orçamento estadual mais engessado.

