O Irã planeja apresentar uma queixa à Fifa, órgão máximo do futebol mundial, devido às restrições de viagem impostas à sua seleção nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. A equipe se desloca entre sua base no México e os jogos nos EUA, enfrentando exigências americanas de entrada e saída em prazos curtos.
A Federação Iraniana de Futebol comunicou que as restrições são incompatíveis com os princípios de igualdade de condições para os participantes e podem prejudicar a preparação técnica. O técnico da seleção, Amir Ghalenoei, classificou o Irã como o time “mais oprimido” do torneio, citando o impacto da interrupção no empate de 2 a 2 com a Nova Zelândia.
As autoridades americanas exigem que os jogadores entrem no país em até 24 horas antes de uma partida e saiam no mesmo dia. Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que as medidas são precauções de segurança e que a equipe poderá chegar um dia antes do jogo, saindo na noite da partida.
Em resposta, um diretor da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo disse estar aberto a renegociar os termos de entrada do Irã nos Estados Unidos, buscando um equilíbrio competitivo para o torneio.

