O projeto Vale do Lítio, lançado em 2023, desenvolve cidades do Norte e Nordeste de Minas Gerais em torno da cadeia produtiva do lítio. A iniciativa, que abrange 17 municípios com a maior reserva do país, já atraiu R$ 6,9 bilhões em investimentos privados, segundo dados do governo estadual.
O projeto, que utiliza políticas públicas focadas em atração de empresas e qualificação de mão de obra, tem como pilar o desenvolvimento econômico da região do Vale do Jequitinhonha. A Companhia Brasileira de Lítio (CBL) opera na área há 34 anos, extraindo o mineral em galerias subterrâneas com potencial de exploração por mais 40 anos.
O impacto econômico é visível nos indicadores locais. O Produto Interno Bruto (PIB) do Vale do Jequitinhonha atingiu R$ 12,56 bilhões em 2023, conforme o IBGE. Entre as cidades mineradoras, Araçuaí e Itinga registraram um crescimento expressivo, com o PIB dobrando entre 2021 e 2023, respectivamente.
Frederico Amaral e Silva, Secretário Adjunto do Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, declarou que o estado converte o potencial do lítio em resultados diretos para a população. Ele afirmou que mais de R$ 13,2 milhões foram destinados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) em projetos ligados ao mineral crítico.
Apesar do crescimento, que viu a produção de lítio atingir 944 mil toneladas em 2024, o projeto enfrenta desafios. Frederico Amaral e Silva comentou que há necessidade de melhorar a malha rodoviária e de avançar na agregação de valor, buscando a produção de baterias no estado.

