A Colômbia realiza o segundo turno de sua eleição presidencial neste domingo (20) entre o progressista Iván Cepeda e o conservador Abelardo de la Espriella. Os candidatos propõem caminhos opostos para enfrentar desafios financeiros, sociais e de segurança do país.
Cepeda pretende aprofundar a agenda do atual governo progressista de Gustavo Petro e manter a busca por soluções negociadas para o conflito armado interno. Ele afirmou que não permitirá que diálogos sejam usados por grupos ilegais para fortalecimento militar. No combate às drogas, Cepeda defende regulamentações para cannabis, papoula e folhas de coca no Congresso, alegando que a “guerra às drogas fracassou” sob o modelo proibicionista.
De la Espriella, por sua vez, defende uma mudança total, com estratégia de linha dura contra o narcotráfico. Ele propõe encerrar os esforços de diálogo e combater grupos armados com “a força das armas”, além de construir “megaprisões”. No tema drogas, ele apoia a política antidrogas de Donald Trump e afirmou que daria ordem para afundar qualquer embarcação carregada de entorpecentes.
Em economia, o país enfrenta problemas fiscais, com o déficit primário atingindo 3,5% do PIB em 2025, segundo o Comitê Autônomo da Regra Fiscal. De la Espriella busca um ajuste fiscal que reduziria o Estado em até um quarto e promete crescimento de 7%, focando na redução da carga tributária e no avanço do fracking. Cepeda, contudo, visa reduzir desigualdades com programas sociais e revisará o sistema tributário para aumentar impostos sobre grandes fortunas.

