A Noruega implementará uma proibição ampla do uso de inteligência artificial generativa em escolas primárias, afetando crianças de 6 a 13 anos a partir do novo ano letivo. A medida, anunciada pelo governo, busca impedir que os alunos negligenciem habilidades fundamentais de leitura, escrita e matemática, em resposta à queda nos resultados dos testes educacionais.
O Primeiro-Ministro Jonas Gahr Stoere declarou em coletiva de imprensa que o foco principal da educação deve ser o aprendizado de leitura, escrita e matemática. Segundo o governo, o uso de IA aumenta o risco de que crianças jovens omitam etapas cruciais de seu desenvolvimento educacional. As novas diretrizes serão aplicadas a partir do início do ano letivo, em agosto.
A regra estabelece que alunos do primeiro ao sétimo ano, com idade entre 6 e 13 anos, não devem usar IA. Contudo, estudantes do ensino secundário inferior, de 14 a 16 anos, podem adotar as ferramentas com supervisão docente. Para o ensino secundário superior, de 17 a 19 anos, espera-se que os alunos aprendam a usar a IA de forma adequada para prepará-los ao trabalho e à educação superior.
Em complemento, o governo norueguês informou que apresentará uma proposta de lei para aumentar o financiamento de livros nas salas de aula, revertendo a tendência observada no uso de tablets digitais.

