A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão de sexta-feira (19) em baixa de 0,17%, atingindo R$ 5,16. O pregão ocorreu com baixa volatilidade, reflexo da liquidez reduzida e da ausência de gatilhos macroeconômicos relevantes no exterior.
O ambiente de negociação foi contido devido a feriados nos Estados Unidos e na China, que esvaziaram fluxos globais, e à falta de novidades geopolíticas entre Washington e Teerã. O analista Fernando Bresciani, do Andbank, disse que o câmbio teve pouca movimentação, com o dólar devolvendo parte da alta recente, mas sem direção definida no curto prazo.
Apesar da cautela, Bresciani apontou um sinal técnico positivo no fluxo estrangeiro, que registrou entrada de capital entre os dias 15 e 17, interrompendo saídas que pressionavam a bolsa desde abril. Contudo, Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, avaliou que a semana foi marcada por pressão na curva de juros, o que limitou o apetite por risco e favoreceu a renda fixa.
Pletes observou que o dólar acumulou alta ao longo da semana, saindo da região de R$ 5,05 para cerca de R$ 5,15, em meio à drenagem de capital para o mercado norte-americano. Beny Fard, sócio da B8 Partners, comentou que a confirmação da desaceleração da inflação americana pode levar o Fed a adotar postura menos restritiva, o que tenderia a enfraquecer o dólar globalmente e favorecer fluxos para mercados emergentes.

