A reconstrução mamária atua na recuperação de mulheres diagnosticadas com câncer de mama, restaurando não só a aparência física, mas também a identidade e a confiança. A prática une ciência e empatia, sendo um foco de profissionais como a mastologista Giovanna Gabriele.
O diagnóstico de câncer de mama impõe desafios que ultrapassam a saúde, afetando a autoestima e a percepção da mulher sobre si mesma. Nesse contexto, a reconstrução mamária surge como etapa crucial para restaurar o bem-estar emocional e a autoconfiança. A mastologista Giovanna Gabriele, do Hospital Sírio-Libanês, considera que o procedimento é um ato de acolhimento.
A especialista afirmou que “Reconstruir uma mama é muito mais do que reconstruir uma parte do corpo. É ajudar uma mulher a recuperar sua autoestima, sua segurança e sua relação consigo mesma”. Sua motivação profissional surgiu após presenciar, há quase duas décadas, a dificuldade de uma amiga em acessar o tratamento de reconstrução por questões financeiras.
Movida por esse histórico, Gabriele está fundando uma organização não governamental. A iniciativa visa ampliar o acesso ao cuidado para pacientes em situação de vulnerabilidade financeira, enfrentando barreiras impostas pela desigualdade social. Para as pacientes, o procedimento marca o início de uma nova fase de autonomia.


