Uma editora sediada na Tijuca, que se dedica a autores periféricos e narrativas afro-brasileiras, indígenas e LGBTQIAPN+, completou 15 anos e mudou de nome para Oficinar. A mudança, que visa reforçar o caráter coletivo do trabalho, será celebrada no sábado, dia 20, no Centro Cultural Cortiço Carioca, na Lapa.
A transição da Oficina Raquel para Oficinar marca uma alteração na identidade da casa editorial. Segundo os fundadores, a decisão de transformar o nome próprio em verbo visa sinalizar que a literatura produzida é “viva, coletiva e está em constante construção”. Raquel Menezes afirmou que a nova identidade reafirma o papel da editora como espaço de valorização de vozes historicamente excluídas dos grandes circuitos.
Ao longo de quinze anos, a editora acumulou reconhecimentos. Em 2021, o livro “Oh, Margem! Reinventa os Rios!”, de Cidinha da Silva, foi selecionado pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Dois anos depois, “O Tempo Todo”, de Volnei Canônica e Felipe Cavalcanti, recebeu o prêmio White Ravens, distinção mundial na literatura infantil.
A estreia da marca Oficinar inclui o lançamento de seis títulos. Entre eles estão “Atravessando um Rio — Narrativas do Imaginário Amazônico”, de Patrícia Nogueira, e “Fora do Armário, Dentro da História”, coletânea lançada no Mês do Orgulho LGBTQIAPN+. A programação de lançamentos ocorre no Centro Cultural Cortiço Carioca, na Rua Joaquim Silva, 105, na Lapa.

