A escultura do Curumim retornou à Lagoa Rodrigo de Freitas nesta sexta-feira (19), após dois meses e meio de obras de restauração. A peça, um dos monumentos mais conhecidos da Zona Sul do Rio, foi vandalizada e teve partes de seu braço e lança furtadas.
O restauro foi conduzido por Luiz Augusto Correia de Araújo, filho do artista Pedro Gaspar Jens Correia de Araújo, criador da obra. Para reconstruir os elementos roubados, Luiz utilizou um protótipo original em pedra-sabão, mantido pela família do empresário que doou a escultura à cidade em 1979.
O processo de restauração teve um forte componente afetivo para o escultor. Ele explicou que aprendeu o ofício com o pai em Ouro Preto, Minas Gerais. A obra homenageia os povos indígenas que habitavam a região da Lagoa Rodrigo de Freitas, e o artista afirmou que o Curumim está de volta ao seu ambiente original.
Apesar da conclusão do trabalho, que custou cerca de R$ 50 mil aos cofres municipais, Luiz Augusto Correia de Araújo defende novas medidas de proteção, como monitoramento por câmeras e iluminação direcionada. O restauro é o terceiro grande feito na peça desde sua inauguração.

