Uma acusada será julgada pelo Tribunal do Júri em Imperatriz, Maranhão, no dia 22 de junho. Ela responde por dois homicídios quadruplamente qualificados e uma tentativa de homicídio triplamente qualificada, após enviar um ovo de Páscoa envenenado para uma residência.
A ré está presa desde 17 de abril do ano passado. Segundo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), a ação criminosa utilizou um ovo de Páscoa contaminado com substância tóxica para atingir uma mulher e seus dois filhos. O alimento foi consumido pela família em abril de 2025.
As investigações apontam que as duas crianças, de 7 e 13 anos, morreram após a intoxicação. A mãe da vítima também ingeriu o veneno, mas sobreviveu após atendimento médico. A denúncia do MP atribui à ré a tentativa de homicídio da mãe com qualificadoras de motivo torpe, uso de veneno e dissimulação.
O MP sustenta a acusação com laudos periciais que identificaram Terbufos, um agrotóxico, no alimento e em amostras biológicas das vítimas. A acusada teria adquirido o ovo, adulterado o produto e terceirizado a entrega. A pena prevista para homicídio qualificado varia de 12 a 30 anos de prisão por crime.

