Procter & Gamble (P&G) e Colgate-Palmolive (CL) divulgaram resultados trimestrais em junho de 2026, acentuando o debate entre investidores de dividendos. P&G registrou EPS de 1,59 dólares em vendas de 21,235 bilhões de dólares, enquanto Colgate reportou EPS ajustado de 0,97 dólares em receita de 5,324 bilhões de dólares.
P&G apresentou um desempenho amplo, impulsionado por categorias como Beleza, que cresceu 11%, e Cuidados com o Corpo, que somou 7%. O CEO da empresa, Shailesh Jejurikar, afirmou que o resultado representa “uma aceleração sólida nos resultados de linha superior… com crescimento amplo em categorias de produtos e regiões”. Produtos como Tide, Pampers e Gillette foram responsáveis pelo desempenho, e o aumento de preços contribuiu com um ponto de crescimento orgânico.
Colgate teve um mix de vendas mais concentrado, com Crescimento Orgânico de 5,4% na América Latina e 5,6% na Ásia-Pacífico. Contudo, a América do Norte registrou queda de 1,8%, com volume em baixa de 3,2%. A empresa está em processo de reestruturação, com um Programa de Crescimento e Produtividade Estratégico que prevê despesas pré-imposto de 350 milhões a 550 milhões de dólares.
A análise aponta P&G como a opção mais estável para renda, citando seu histórico de 136 anos de pagamentos e maior fluxo de caixa livre. P&G planeja recomprar mais de 600 milhões de dólares no terceiro trimestre e cerca de 5 bilhões de dólares no ano fiscal de 2026. A expectativa para P&G é manter o EPS central entre 6,83 e 7,09 dólares, apesar do impacto das tarifas.

