O parlamento de Cuba aprovou, em sessão extraordinária, um amplo programa de reformas de livre mercado. A mudança, considerada sem precedentes, visa conter a profunda crise econômica da ilha, que enfrenta pressões externas e um bloqueio histórico.
As 176 propostas, apresentadas pelo primeiro-ministro Manuel Marrero, foram votadas por mais de 400 deputados da Assembleia Nacional do Poder Popular. As reformas abrangem a organização de empresas estatais e privadas, o sistema bancário, o turismo, a agricultura, o investimento estrangeiro, impostos, salários e o mercado de câmbio.
Um economista cubano afirmou que o programa representa “o programa de reforma econômica mais profundo anunciado nos últimos 70 anos da história econômica do país”. As mudanças drásticas incluem a transformação de empresas estatais em sociedades anônimas e a autorização de empresas privadas com mais de 100 empregados, além de permitir a participação de capital estrangeiro.
O presidente Miguel Díaz-Canel declarou após a votação que as transformações visam “corrigir o rumo, mas sempre em defesa do socialismo”. Ele afirmou que as decisões são soberanas, e não resultado de pressão externa, em meio ao bloqueio de petróleo que afeta a economia cubana desde 1962.

