O Brasil corre risco de aplicar tarifa de 55% na carne bovina exportada para a China após o esgotamento da cota atual. O Ministério da Agricultura informou que o país asiático deve aumentar a demanda por proteína nos próximos anos, mas a janela de embarques com tarifa reduzida se encerra em meados de junho.
As exportações brasileiras de carne bovina para a China operam sob um sistema de cotas. Dentro do limite anual, a tarifa de importação é de 12%. Após o esgotamento, a alíquota sobe para 55%, o que reduz a competitividade do produto nacional. A Genial Investimentos aponta que cerca de 70% da cota anual, estimada em aproximadamente 1,1 milhão de toneladas, já foi utilizada até abril.
Com o tempo de transporte da carne para a China variando entre 50 e 60 dias, a oportunidade de embarques com tarifa reduzida se encerra em meados de junho. A corretora prevê que os maiores impactos ocorrerão entre agosto e setembro. A Minerva, por exemplo, é vista como a mais exposta ao risco, pois suas exportações para a China representam entre 8% e 9% de sua receita consolidada.
A Marfrig já suspendeu temporariamente embarques de carne bovina brasileira para a China para evitar a tarifa elevada, redirecionando o volume para outros mercados, como os Estados Unidos. A Genial Investimentos ressalta que qualquer ampliação da cota depende de negociações formais entre os dois países.

