O vice-presidente do Banco do Japão, Ryozo Himino, afirmou nesta sexta-feira que a inflação pode ultrapassar a meta de 2% e alertou para os riscos de demorar a aumentar a taxa de juros. As declarações sinalizam a intenção do banco central de elevar os custos dos empréstimos.
As falas de Himino reforçam a expectativa do mercado de que o Banco do Japão elevará a taxa de juros novamente neste ano. A decisão ocorre após o aumento da taxa para 1% na terça-feira, o nível mais alto em 31 anos. Esse movimento é impulsionado pelo aumento dos custos de importação, decorrente do iene fraco e do petróleo, afetado pelo conflito no Oriente Médio.
A inflação no atacado acelera, pois as empresas repassam custos crescentes gerados pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irã. Himino declarou ao Parlamento que “Existe a possibilidade de que a inflação subjacente se desvie para acima de nossa meta de 2%. Um atraso na resposta poderia levar à concretização desses riscos, o que pode prejudicar a economia”.
O banco central analisará se os movimentos de preços se ampliarão, considerando fatores como lucros corporativos robustos, ganhos salariais estáveis e demanda global impulsionada pela inteligência artificial. Himino também disse que o banco acompanha de perto a movimentação do iene, fator que afeta a economia e a inflação.

