A Fifa implementou pausas obrigatórias de três minutos nos dois tempos de todas as partidas da Copa do Mundo para mitigar os efeitos do calor. A medida, que visa o bem-estar dos atletas, divide opiniões entre jogadores e técnicos, levantando questionamentos sobre seu real propósito.
A regra determina a interrupção do jogo independentemente das condições climáticas internas dos estádios. Em jogos realizados em locais com controle climático, as pausas ocorrem mesmo quando a temperatura é baixa, como em Toronto, onde registrou 19°C durante uma partida. A Fifa afirma que a abordagem faz parte de seu compromisso com a saúde dos competidores.
Na prática, a divisão dos jogos em quatro quartos aumentou o espaço para a exibição de comerciais televisivos, um ativo valioso para a organização. O zagueiro holandês Virgil van Dijk comentou aos jornalistas que a transmissão frequentemente migra para anúncios durante os intervalos, o que ele não aprova. Por sua vez, o técnico da Bélgica, Rudi Garcia, declarou que as pausas funcionam mais como momentos para instruções táticas do que para resfriamento.
Torcedores expressaram frustração com o que consideram uma tentativa de comprometer a essência do futebol em prol da comercialização. A implementação das pausas representa um choque cultural para muitos espectadores do torneio.

