Um indivíduo com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) utiliza uma interface cérebro-computador (BCI) há quase três anos, o que lhe permite falar, navegar na internet e exercer atividade profissional. O sistema, desenvolvido em parceria com pesquisadores da Universidade da Califórnia, Davis, permite que o usuário mantenha renda e se reconecte socialmente.
O dispositivo, implantado em julho de 2023, foi aprimorado pela equipe acadêmica, que refinou a precisão e introduziu recursos como modo de privacidade e filtro de palavrões. O usuário afirmou que a tecnologia é “nada menos que revolucionária”, pois possibilitou a leitura para sua filha e a manutenção de sua vida social.
A pesquisa em BCI está em expansão. Enquanto o dispositivo do indivíduo utiliza eletrodos implantados para captar atividade elétrica da fala, outros modelos variam de implantes totalmente sem fio a eletrodos superficiais. A invasividade da cirurgia está ligada ao risco de complicações, mas a proximidade com os neurônios melhora o sinal.
Diversos grupos trabalham no avanço da área. Pesquisadores identificaram vinte e um grupos de pesquisa que testaram BCI em sessenta e sete voluntários até o final de 2023. Segundo uma pesquisadora, o número de pessoas implantadas com eletrodos cerebrais mais que dobrou desde 2024, atingindo uma estimativa de cerca de 150 pessoas. Além disso, a China foi o primeiro país a aprovar o uso médico da BCI neste ano.

