A estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, em partida contra o Marrocos, gerou um aumento significativo no tráfego de dados no data center Elea, no Rio de Janeiro. A companhia registrou um volume 4,3 vezes maior que o habitual, atingindo 865 Gbps durante o jogo.
Thiago Pongelupe, diretor de Vendas Técnicas da Elea, explicou que o pico de dados é comparável à transferência de 30 mil fotos em um único segundo. Os data centers funcionam como etapa intermediária entre as câmeras dos estádios e o telespectador, processando e distribuindo os dados de transmissão.
O executivo afirmou que o crescimento do streaming aumentou a relevância desses centros, que hoje são pontos centrais para processamento, armazenamento e distribuição de conteúdos. Além da transmissão, as estruturas lidam com dados de redes sociais, e-commerce e plataformas financeiras, que também registram alta demanda em grandes eventos.
Pongelupe destacou que grandes eventos são planejados com antecedência, exigindo estratégias de redundância em energia, refrigeração e conectividade. Ele comentou que a infraestrutura principal já existe, mas a operação é adaptada para absorver volumes excepcionais de tráfego, sem que isso represente risco de falha com planejamento adequado.

