Ataques israelenses no sul do Líbano mataram pelo menos 15 pessoas nesta sexta-feira (19), segundo a agência de notícias estatal NNA. Os bombardeios atingiram diversas cidades no distrito de Nabatieh, visando alvos do Hezbollah. O exército israelense justificou a ação como resposta às repetidas violações do cessar-fogo pelo grupo apoiado pelo Irã.
Os ataques aéreos e bombardeios ocorreram durante a noite e na madrugada de sexta-feira, sendo classificados pela NNA como um dos mais intensos das últimas semanas. O exército israelense declarou ter atacado militantes e infraestrutura do Hezbollah em vários pontos do sul do país.
A escalada ocorre um dia após Israel divulgar um mapa que mostra uma zona de controle militar ampliada no sul do Líbano. A nação afirmou que não descartaria ataques fora dessa área, o que desafia os termos de um acordo de paz provisório firmado entre os EUA e o Irã na quarta-feira. Este pacto previa o fim dos combates e o respeito à soberania do Líbano.
Em paralelo, tensões internacionais aumentam. O político JD Vance criticou os israelenses que se opõem ao acordo com o Irã, afirmando que Donald Trump é o único aliado de Israel. Autoridades israelenses de alto escalão afirmaram anonimamente que os termos do acordo eram prejudiciais, pois não abordaram as preocupações sobre o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irã.

