A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para ouvir o ex-presidente em um inquérito. A investigação apura a apreensão de uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, registrada em nome do ex-presidente e encontrada com um ex-agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz.
O ofício, enviado ao Supremo nesta quinta-feira (18), pede que o ex-presidente seja intimado para prestar depoimento por videoconferência na quarta-feira, dia 24, às 15h, utilizando a plataforma Zoom. A PCDF informou que a tentativa de intimação pessoal não foi concluída porque a equipe de escolta do ex-presidente não permitiu o ato. O ex-presidente encontra-se em prisão domiciliar humanitária para recuperação de broncopneumonia.
A investigação teve início após a Polícia Militar do Distrito Federal apreender o armamento. A defesa do ex-presidente confirmou a propriedade da pistola em manifestação enviada ao ministro na quarta-feira (17). Os advogados alegaram que a arma foi entregue a um militar do Exército para manutenção, após o ex-presidente notar uma falha no funcionamento.
A defesa também explicou que, por receio de acidentes, integrantes da equipe de segurança retiraram o percussor da arma, peça essencial para o disparo, devido ao uso de medicamentos psiquiátricos pelo ex-presidente. O parlamentar Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu, na mesma quarta-feira, a revogação da prisão domiciliar e a transferência do ex-presidente para o Complexo Penitenciário da Papuda.

