O fotógrafo Sebastião Salgado realizou sete trabalhos que demonstram como a fotografia pode ser um documento histórico e, ao mesmo tempo, uma obra de arte. As imagens abordam desde a escala humana em minas de ouro até a resistência dos ecossistemas amazônicos.
As obras de Salgado utilizam composição, luz e narrativa para registrar realidades globais. Em Serra Pelada, Brasil, em 1986, milhares de trabalhadores criaram uma cena de grande escala na mina de ouro. Em 1991, a documentação dos incêndios nos poços de petróleo do Kuwait capturou a devastação com força estética.
Outros registros incluem a fome no Sahel, África, entre 1984 e 1985, que obriga a reflexão sobre a condição humana. O fotógrafo também produziu relatos visuais sobre refugiados e migrantes, transformando o sofrimento em registro histórico. O trabalho cotidiano de trabalhadores rurais ganha dimensão épica por meio da composição e da luz.
Os projetos também contemplaram a natureza intocada, como na Antártida, parte do Projeto Gênesis, e na Amazônia, como homenagem aos povos e ecossistemas que resistem à transformação acelerada do mundo.

