A Prefeitura de Goiânia deve apresentar nesta sexta-feira, 19, a proposta do novo plano de carreira dos servidores administrativos da rede municipal de Educação. A medida, que integra ações de valorização dos profissionais, será submetida à análise do prefeito Sandro Mabel, segundo a secretária municipal de Educação, Giselle Faria.
O plano de carreira está em fase final de elaboração e é reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). A discussão envolve representantes da administração municipal e da categoria, e a proposta pode influenciar a relação entre o Paço Municipal e os trabalhadores após o fim da greve da rede.
Em paralelo, os professores da rede pública municipal já confirmaram o reajuste salarial, aprovado pela Câmara Municipal e sancionado na quarta-feira, 18. Com a atualização, os profissionais receberão até R$ 5.555,70, um acréscimo de R$ 284,63. O aumento visa adequar os vencimentos ao Piso Salarial Profissional Nacional do Ministério da Educação (MEC) para jornadas de 40 horas semanais.
A prefeitura estima um impacto de cerca de R$ 64,9 milhões na folha de pagamento em 2026, com custeio por recursos próprios da Lei Orçamentária Anual (LOA). A presidenta do Sintego, Professora Ludmylla, declarou que a sanção da lei foi uma vitória da categoria, embora o pagamento de valores retroativos a janeiro de 2026 ainda não tenha sido definido pela administração.
Outro ponto de debate foi uma emenda que permite a contratação temporária por até três anos, prorrogável por mais dois. A proposta gerou críticas de lideranças sindicais e parlamentares, que apontaram riscos à previdência e à qualidade do ensino devido à alta rotatividade.

