O terreno do Gasômetro, no Rio de Janeiro, pode se tornar um parque urbano, oferecendo um legado de uso diário à população. A decisão deve focar no uso que melhor serve a cidade, em vez de apenas em grandes eventos esportivos.
O debate sobre o destino do Gasômetro deve ser amplo. Embora um novo estádio tenha importância para o futebol, o autor argumenta que um parque urbano atende à população todos os dias do ano. Enquanto um estádio concentra eventos em datas específicas, um parque oferece espaço para atividades diárias, como caminhadas, piqueniques e prática de esportes.
A área, que representa uma das últimas grandes terras livres na região central, pode corrigir a carência de espaços verdes na Zona Portuária, apesar da recente revitalização. Um projeto integrado poderia incluir concha acústica, praças, quiosques, quadras e ciclovias, servindo como um polo turístico permanente.
O município já custeou a desapropriação da área, mas a descontaminação do terreno ainda é um ponto de discussão. O autor afirma que, dado o investimento público, o retorno social deve beneficiar toda a população, transformando o Gasômetro em um espaço democrático e cultural.

