A CoreWeave, provedora de plataforma de nuvem para inteligência artificial, acumulou um backlog de receita de US$ 99,4 bilhões. A empresa, que busca inclusão no Nasdaq-100, demonstra forte demanda por seus serviços de computação GPU, mas enfrenta desafios financeiros, como dívidas elevadas e fluxo de caixa negativo no primeiro trimestre.
A CoreWeave opera uma plataforma de nuvem dedicada à IA, alugando capacidade de processamento GPU para desenvolvedores de modelos, grandes empresas e clientes corporativos. Segundo a gestão, a empresa ultrapassou 1 GW de energia ativa no primeiro trimestre, posicionando-se como infraestrutura preferencial para cargas de trabalho de inferência. O CEO, Michael Intrator, afirmou que a CoreWeave se localiza “entre os modelos e o silício”.
O caso otimista aponta para o grande volume de contratos, incluindo um compromisso de US$ 21 bilhões da Meta e US$ 6 bilhões da Jane Street. A gestão assinou mais de US$ 40 bilhões em novos compromissos apenas no primeiro trimestre. Para 2026, a previsão de receita é de US$ 12 bilhões a US$ 13 bilhões, com uma taxa de saída projetada entre US$ 18 bilhões e US$ 19 bilhões.
Contudo, o cenário apresenta riscos. As obrigações totais da companhia atingiram US$ 50,81 bilhões, e a despesa de juros trimestral dobrou para US$ 536 milhões. O fluxo de caixa livre no primeiro trimestre foi negativo em US$ 4,71 bilhões, enquanto o lucro líquido aumentou para US$ 740 milhões em comparação com US$ 315 milhões no ano anterior. Analistas sugerem que um recuo para US$ 105 poderia oferecer um risco/retorno mais atrativo.

