A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou nesta quinta-feira (18) que está pronta para definir as medidas concretas necessárias para implementar um acordo entre Estados Unidos e Irã. O pacto, assinado na quarta-feira, busca encerrar o conflito no Oriente Médio, exigindo que Teerã dilua seu urânio enriquecido em troca de alívio econômico.
O acordo visa pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro. Esse conflito levou o Irã a responder com ataques de mísseis e drones na região, o que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, via marítima essencial para a economia global. Washington, por sua vez, bloqueou o transporte marítimo de entrada e saída dos portos iranianos.
Segundo o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, a implementação é complexa. Ele afirmou que o Irã deverá diluir seus estoques de urânio enriquecido, possivelmente reduzindo a concentração no local, sob supervisão da AIEA. Grossi declarou que o resultado dependerá da vontade política dos dois lados, pois “Tudo pode funcionar quando dois lados decidem que querem que algo seja feito”.
A AIEA avalia que o Irã possuía 440 quilos de urânio enriquecido a 60% antes dos ataques de junho do ano passado. O órgão de vigilância nuclear da ONU tem atuado em meio a tensões, após o conselho de governadores aprovar resolução ocidental exigindo acesso aos estoques nucleares. Grossi explicou que o trabalho da AIEA é técnico e imparcial, reconhecendo o papel indispensável da organização no memorando de entendimento.

