A Anthropic, desenvolvedora do Claude, alterou sua política de privacidade e passará a exigir que usuários das versões Free, Pro e Max apresentem documento de identidade e forneçam dados de geometria facial a partir de 8 de julho. A medida visa a verificação de identidade, mas gera questionamentos sobre o controle de acesso e vigilância no setor de inteligência artificial.
A empresa terceirizou o processo de verificação para a Persona, fornecedora americana de KYC, que armazena os documentos e imagens. A Anthropic recebe apenas o resultado de aprovação ou reprovação. Para usuários residentes no Brasil, a política confirma que os dados serão transferidos para os Estados Unidos por meio de cláusulas contratuais padrão homologadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.
A exigência biométrica se aplica apenas a usuários individuais, que utilizam as versões gratuitas ou de menor custo. Contas corporativas, como Team, Enterprise e acesso via API, estão isentas da verificação. A empresa justificou a mudança com um relatório anterior que apontou que laboratórios chineses usaram mais de 16 milhões de trocas com o Claude por meio de contas fraudulentas.
A implementação não foi imediata. A Anthropic começou a testar a verificação via Persona em 14 de abril, sem aviso prévio. A política publicada em junho formalizou o que já ocorria em caráter experimental, expandindo o alcance para toda a base de usuários individuais com vigência em julho.

