O Brasil recuou sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, ocupando a 65ª colocação em uma lista de 70 economias. O resultado, divulgado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral, sinaliza desafios estruturais graves para a economia nacional.
Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, analisou os fatores da queda. Ele afirmou que o custo de fazer negócios no Brasil está cada vez mais alto, dificultando o crescimento de indústrias e empresas nascentes. Outro ponto crítico é a formação bruta de capital fixo, pois o custo de capital limita o investimento, somado ao endividamento corporativo crescente.
Os indicadores educacionais também pesaram na avaliação. Tadeu declarou que, ao analisar primária, secundária, ensino superior e executivo, o Brasil está no último quartil. Ele sugeriu que a educação deve ser tratada como prioridade, com investimentos do setor privado e do governo, frente às discussões globais sobre inovação e inteligência artificial.
O especialista comentou que o desempenho dos países líderes reflete melhor investimento público e privado, inovação e formação de mão de obra, enquanto o Brasil tem avançado pouco nesses pilares. Singapura foi citada como referência positiva por seu bom marco regulatório e foco em tecnologia. Apesar do quadro, Tadeu apontou que o país possui vantagens em energia verde e soluções ESG.

