O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que um piloto perdeu totalmente a visibilidade devido à névoa úmida da Serra do Japi, em Jundiaí (SP), antes de colidir com o terreno. O acidente ocorreu em 28 de março de 2024, após a aeronave decolar do Aeroporto de Jundiaí com destino à capital paulista.
A investigação classificou a queda como CFIT, ou voo controlado contra o terreno. Isso significa que a aeronave operava sob comando do piloto, mas colidiu com o solo por perda de referências visuais causadas pelo mau tempo. Segundo o Cenipa, cinco fatores levaram ao acidente fatal: condições meteorológicas desfavoráveis, preparação insuficiente e a decisão de manter o voo apesar dos riscos climáticos.
O relatório detalha que o piloto tentou decolar três vezes no dia do acidente e seguiu com a viagem mesmo após receber orientações técnicas para usar transporte terrestre. Os investigadores apontaram que o planejamento foi falho, pois o piloto subestimou os riscos geográficos da rota, que exigia sobrevoar áreas montanhosas cobertas por nuvens baixas.
Os especialistas descartaram falhas técnicas ou falta de habilidade do condutor, visto que o piloto era experiente e a aeronave estava com documentação regular. Em função das falhas apontadas, o Cenipa recomendou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que escolas de aviação reforcem o treinamento sobre tomada de decisão sob pressão e gerenciamento de riscos em tempo fechado.

