Um ex-ministro baiano foi alvo da Polícia Federal em operação de desdobramento do caso Master, investigando suspeitas de recebimento de um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões. A investigação se conecta à venda da estatal Ebal, ocorrida em 2018, e ao crescimento de um banco ligado ao esquema.
Em 2018, a Ebal, estatal baiana criada para regular o mercado de alimentos, foi vendida a um grupo privado por R$ 15 milhões. O negócio ocorreu após leilões fracassados, e o governo da Bahia reduziu o preço da venda, incluindo o Credcesta, um cartão de benefícios consignado. O comprador foi o consórcio paulista NGV Empreendimentos e Participações, que tinha como investidor Augusto Lima.
O serviço de crédito se expandiu e, anos depois, em parceria com o Banco Master, o esquema se desenvolveu. O banco, que captava recursos de aposentados, repassou R$ 12 milhões a uma empresa financeira. O ex-ministro, que idealizou a venda da Ebal, entrou na mira da PF nesta quinta-feira (18) durante a operação.
As suspeitas se estendem a outras figuras políticas, incluindo o ministro da Casa Civil na época da venda da estatal. A nova fase da operação atinge o Partido dos Trabalhadores, ligando o enredo regional baiano a questões políticas mais amplas.

