Limitações na infraestrutura logística do agronegócio brasileiro geram um custo estimado de US$ 14 bilhões em 2025, segundo um relatório do USDA. O documento indica que a expansão da produção futura dependerá mais da melhoria da logística do que da abertura de novas áreas.
O relatório do USDA, divulgado em Brasília, identifica gargalos em armazenagem, transporte e escoamento como fatores que restringem o avanço do agronegócio nacional até 2034. A agricultura brasileira avançou em novas fronteiras produtivas no Centro-Oeste e no Norte, mas a infraestrutura não acompanhou esse ritmo. Ineficiências logísticas já representam cerca de 30% dos custos de produção agrícola no país.
A capacidade de armazenagem de grãos cobre apenas entre 60% e 70% da produção nacional, enquanto nos Estados Unidos essa capacidade atinge cerca de 150% da produção anual. O déficit nacional de armazenagem é de 134 milhões de toneladas, conforme dados de 2024 do órgão americano. A situação é crítica no Centro-Oeste, que projeta um déficit de 87 milhões de toneladas em 2026.
O transporte depende majoritariamente de rodovias, e o relatório observa que, em períodos de pico, a necessidade de veículos ultrapassa 200 mil, superando a frota de cerca de 130 mil caminhões considerada suficiente. Além disso, o licenciamento de novos terminais enfrenta obstáculos, com questões ambientais responsáveis por 27% dos casos de atraso entre 2013 e 2019.

