O Ministério da Saúde e especialistas afirmam que a vacina contra a gripe não causa a doença, pois o imunizante é produzido com vírus inativados. A campanha de vacinação foi ampliada para toda a população a partir dos seis meses de idade, reacendendo o debate sobre a segurança do imunizante.
A infectologista Juliana Barreto explicou que a vacina contém vírus mortos, o que impossibilita a infecção pelo vírus influenza. Ela afirmou que “a vacina contra a gripe não pode causar gripe. Ela é produzida com vírus morto, o que chamamos de vírus inativado. Portanto, não existe possibilidade de a vacina provocar a doença”.
A impressão de que a vacina desencadeia sintomas gripais geralmente ocorre pela circulação simultânea de outros vírus respiratórios. Segundo a médica, pessoas vacinadas podem contrair outras infecções pouco tempo após a aplicação da dose, gerando uma falsa associação. O Ministério da Saúde também aponta que rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR), parainfluenza e coronavírus causam sintomas semelhantes aos da gripe.
Em Goiás, a Secretaria de Estado da Saúde registrou mais de 4 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, com cerca de 200 mortes confirmadas. Informações da secretaria indicam que aproximadamente 10% dos óbitos tiveram relação com alguma cepa do vírus influenza. Crianças, idosos e gestantes permanecem como grupos prioritários.
A vacinação deve ser anual porque o vírus influenza sofre mutações constantes. Juliana Barreto comentou que “as cepas do vírus mudam constantemente. Por isso, a vacina aplicada no Hemisfério Norte não é exatamente a mesma utilizada no Hemisfério Sul. Todos os anos ela é atualizada para acompanhar as variantes que estão circulando e garantir maior proteção”.

