O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, Selic, em 0,25 ponto percentual, atingindo 14,25% ao ano. A decisão, unânime, marca a terceira queda consecutiva e sinaliza um ciclo de afrouxamento monetário moderado.
A redução da taxa ocorreu na quarta reunião de 2026. O Copom justificou o corte apontando incertezas decorrentes de conflitos geopolíticos no Oriente Médio e a expectativa de inflação em alta por um período mais longo. A autoridade monetária deixou os próximos passos em aberto, afirmando que a restrição acumulada permite diferentes trajetórias de juros compatíveis com a convergência da inflação à meta.
O Banco Central destacou que o ambiente global segue desafiador, exigindo prudência de economias emergentes como o Brasil. No cenário doméstico, o Comitê avaliou atividade econômica resiliente no início do ano, mas observou que a inflação cheia e as medidas subjacentes se afastaram da meta. O relatório Focus projeta inflação de 5,30% em 2026 e 4,10% em 2027, níveis acima do alvo.
Apesar da flexibilização gradual, o Copom reforçou a cautela diante da inflação elevada. As simulações atuais indicam que a trajetória necessária para atingir a meta no horizonte relevante estaria abaixo dela. O Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência até o primeiro trimestre de 2028 são compatíveis com a suavização dos agregados macroeconômicos.

