O Governo de Goiás avançou na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) o projeto que autoriza a criação de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) com imóveis públicos. A carteira preliminar, analisada pelo Estado, lista bens como o Hipódromo e a antiga sede da Agrodefesa, visando valorizar ativos ociosos.
O projeto, encaminhado pelo governador Daniel Vilela, prevê o uso de instrumentos do mercado financeiro para dar nova destinação a bens subutilizados. Segundo estudos técnicos contratados pelo Estado, os empreendimentos gerados por esses ativos podem movimentar até R$ 10,3 bilhões e gerar cerca de R$ 1,24 bilhão em receitas para o poder público.
A carteira inicial, montada pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), considera critérios como localização e potencial construtivo. Entre os imóveis listados estão a antiga Agrodefesa em Santa Helena de Goiás, o Hipódromo e Tênis Clube, e uma área próxima ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO) em Goiânia. A composição final dependerá de análises jurídicas e de viabilidade econômica.
A proposta estabelece que, embora gestores especializados do mercado financeiro administrem os fundos, o Estado deve permanecer como cotista majoritário, controlando as decisões estratégicas. O patrimônio dos imóveis analisados soma, atualmente, R$ 604 milhões.

