O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o sistema de votos eletrônicos brasileiro durante a reunião do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, na última quarta-feira, 17 de junho de 2026. Em conversa com a chefe do Fundo Monetário Internacional, ele sugeriu que a Organização das Nações Unidas adote o modelo como orientação internacional.
Em diálogo com Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, e Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, Lula comentou que o Brasil pode ser o único país com um presidente eleito quatro vezes. Ele explicou que a legislação permite dois mandatos consecutivos, seguidos por um período sem candidatura, possibilitando o retorno.
Lula afirmou que a rapidez do processo eleitoral brasileiro permite a divulgação do resultado de 160 milhões de votos em poucas horas. Ele questionou por que a ONU não orienta os países a adotarem o sistema eletrônico. O encontro do G7 também abordou temas de segurança econômica global, como cadeias de suprimento de minerais estratégicos e os desequilíbrios no comércio internacional.
A cúpula discutiu o apoio a Kiev no conflito com a Rússia, com a participação do presidente da Ucrânia. Além disso, os líderes debateram a diversificação de cadeias de energia e a redução da dependência de rotas estratégicas, como o estreito de Ormuz, em meio a preocupações com a produção de minerais na China.

