O governo federal autorizou o emprego das Forças Armadas para prestar apoio logístico à Justiça Eleitoral em Roraima. A medida, formalizada pelo decreto nº 13.028 em 17 de junho de 2026, visa garantir o funcionamento da eleição suplementar marcada para 21 de junho de 2026, em meio a problemas climáticos na região.
A autorização não prevê atuação militar na condução ou apuração dos votos, mas sim suporte logístico, conforme orientações do Tribunal Superior Eleitoral. O pedido de suspensão do pleito foi feito por Solidariedade e Federação Renovação Solidária-RR, que alegaram falta de normalidade no estado. Segundo documento apresentado ao TSE, 49.565 pessoas estão afetadas pelas chuvas, e há 44 pontos críticos na malha viária estadual, com interdição de rodovias e isolamento de comunidades.
As eleições suplementares foram convocadas após o Tribunal Superior Eleitoral cassar o mandato do então governador em 30 de abril. A data do novo pleito foi marcada com pouca antecedência. O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino cassou um acórdão local e determinou que a Corte eleitoral reexaminasse o calendário, o que alterou as regras de desincompatibilização para os candidatos.
A decisão do ministro Dino impactou candidatos como Arthur Henrique e Antônia Pedrosa. Enquanto um candidato segue na disputa, outro foi impedido de concorrer após se afastar de vínculos públicos dentro do prazo estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima.

