O presidente da Câmara dos Deputados admitiu ter viajado a Lisboa, em Portugal, em 2024, utilizando um jato particular de um ex-banqueiro. A viagem, que ocorreu a convite de um senador, está sob investigação da Polícia Federal sobre fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
O parlamentar confirmou a interlocutores que a viagem foi realizada com o convite de um senador. Em conversas com a Polícia Federal, ele declarou que, na época, não tinha conhecimento de irregularidades envolvendo o ex-banqueiro. O empresário, que está preso preventivamente em Brasília, é investigado pela corporação.
A apuração policial, baseada em mensagens e faturas, indica que houve reserva de quartos de luxo em Lisboa. A Polícia Federal aponta que as despesas de hospedagem somaram 3.155,71 euros, o equivalente a cerca de R$ 18,2 mil na cotação da época.
No entanto, a versão apresentada pelo presidente da Câmara difere da apuração. Segundo aliados, ele afirmou que o ex-banqueiro custeou apenas duas diárias de hospedagem. A PF, por sua vez, aponta o pagamento de cinco diárias, enquanto uma fatura analisada refere-se a sete dias de estadia.


