A eletrificação deixou de ser apenas uma opção tecnológica e passou a integrar as estratégias de competitividade das empresas no Brasil. Segundo Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica, a competitividade empresarial agora considera critérios de sustentabilidade e redução de carbono, além do preço.
A executiva afirmou que a eletrificação une competitividade econômica e descarbonização. Ela explicou que a qualidade do produto está associada à sustentabilidade e ao menor uso de carbono, e não apenas ao custo. A expansão das fontes renováveis reduziu custos de geração de energia limpa, tornando a alternativa atrativa para o setor produtivo.
Ganhos de produtividade são um benefício direto da adoção de processos eletrificados. Gannoum declarou que sistemas elétricos mais estáveis oferecem maior flexibilidade e segurança operacional, o que se traduz em aumento da produtividade. Ela citou o uso de veículos elétricos como exemplo de simplificação da rotina do consumidor final.
Sobre os desafios de infraestrutura, a executiva reconheceu a necessidade de novos investimentos, mas avaliou que o sistema interligado nacional brasileiro é robusto. Ela defendeu a ampliação da infraestrutura de carregamento, pois a eletrificação gera uma nova cadeia produtiva e empregos.
Além dos aspectos econômicos, a transição energética fortalece a imagem corporativa. A executiva comentou que a sociedade demonstra maior consciência sobre as mudanças climáticas, favorecendo empresas que comprovam compromisso com essa agenda.

