O agronegócio avalia que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enfrenta dificuldades para avançar em pautas urgentes, como a renegociação de dívidas rurais e cortes no seguro rural. O descontentamento atinge produtores, parlamentares e servidores da pasta.
A crítica ao Mapa não se restringe aos produtores rurais. Parlamentares e integrantes do governo relatam frustração com a falta de respostas sobre temas centrais para o campo. Entre eles, estão as dívidas de produtores afetados por quebras de safra e os recentes cortes no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A situação levou deputados a pedir esclarecimentos dos ministros.
Interlocutores apontam que assessores do ministro exerceram papel centralizador, criando filtros para o acesso ao chefe da pasta. Essa concentração, segundo a avaliação, foca em blindar a imagem política em vez de solucionar problemas do setor. Embora o ministro tenha se comprometido a dialogar, fontes indicam que o ministério buscou uma audiência presencial com o presidente, mas o encontro foi substituído por conversa telefônica.
O setor reconhece iniciativas do Mapa, como aberturas comerciais e o reconhecimento de áreas livres de febre aftosa por países como China e Rússia. Contudo, interlocutores afirmam que essas ações são tímidas e não resolvem os problemas imediatos. Uma fonte ligada ao setor resumiu o sentimento: “A sensação é que há muita agenda e pouca solução”.

