O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,9% em abril deste ano, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este índice representa o maior registrado na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Especialistas financeiros alertam para hábitos de consumo e sugerem estratégias para evitar o superendividamento.
Apesar do crédito consignado oferecer juros menores que o cartão de crédito e o cheque especial, a facilidade de contratação pode levar ao comprometimento de grande parte da renda mensal. Isso limita o orçamento e diminui a capacidade de lidar com imprevistos, conforme apontam os especialistas.
Para sair do superendividamento, os consultores financeiros recomendam organização e disciplina. O primeiro passo é realizar um levantamento completo de todas as dívidas, listando valores, juros e credores. Em seguida, é preciso organizar um orçamento mensal detalhado para identificar gastos passíveis de corte.
Outras medidas incluem a renegociação com instituições financeiras, buscando portabilidade ou refinanciamento com taxas menores. Os especialistas aconselham priorizar o pagamento de dívidas com juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial, para evitar o efeito bola de neve.
Além disso, sugerem-se a geração de renda extra, a formação de uma reserva de emergência mínima e a mudança de hábitos de consumo, avaliando a real necessidade de cada compra para manter a estabilidade financeira a longo prazo.

