Ações militares israelenses resultaram na morte de mais de mil pessoas na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo de 11 de outubro. Enquanto isso, na Cisjordânia, colonos judeus provocaram incêndios em mesquitas, escalando a violência no território palestino.
Os dados do Ministério da Saúde do enclave palestino indicam que a contagem de mortos em Gaza atingiu 1.003. O Exército israelense afirmou que os bombardeios visavam “alvos militares” ou suspeitos que se aproximaram da Linha Amarela, alegando que as ações buscaram minimizar danos civis. No entanto, dados oficiais apontam que 121 mulheres e 253 menores de idade estão entre os mortos.
A ONU relatou que em 48 casos verificados, todas as vítimas eram menores de idade, levantando preocupações sobre o direcionamento de crianças e adolescentes pelas forças israelenses. A letalidade no período foi impulsionada majoritariamente por ataques lançados remotamente, segundo os dados.
Em paralelo, na Cisjordânia, colonos judeus incendiaram duas mesquitas no norte do território palestino nesta quarta-feira. Um representante do conselho local declarou que os criminosos atacaram o local durante a madrugada, deixando inscrições hostis nas paredes carbonizadas.

