A Amazon Web Services anunciou novos agentes de inteligência artificial para empresas e usuários. Os sistemas, revelados no AWS Summit em Nova York, buscam maximizar a autonomia da IA, permitindo que resolvam desde vulnerabilidades de segurança até triagem de e-mails, sempre sob controle humano.
O agente de segurança, denominado AWS Continuum, inicia em modo supervisionado. Ele só ganha permissão para agir sozinho após o cliente autorizar, categoria por categoria. O assistente Quick da Amazon agora permite que usuários criem agentes de fundo em linguagem simples para gerenciar tarefas como acompanhar negociações paradas ou sinalizar mudanças regulatórias.
No desenvolvimento de software, a AWS direciona seus agentes de codificação para realizar tarefas operacionais, como testar e limpar código antigo, deixando a decisão final de implantação nas mãos humanas. Um VP da AWS, que lidera a equipe do assistente de codificação Kiro, explicou que o objetivo é que a IA assuma o trabalho de fundo, como revisão de código e triagem de achados de segurança, com mínima intervenção humana.
A AWS expandiu sua plataforma AgentCore e introduziu o AWS Context, um serviço que organiza os dados de uma empresa para que os agentes possam analisá-los. A empresa citou o avanço de modelos como o Claude Mythos da Anthropic, que conseguem encadear falhas de software em ataques sérios mais rápido que equipes humanas. O Continuum trabalha triando achados, testando a explorabilidade e propondo correções, aplicando-as automaticamente apenas em categorias autorizadas pelo cliente.

