Autoridades chinesas defenderam nesta quarta-feira (17) planos de Pequim para promover o compartilhamento global e seguro da inteligência artificial. As declarações ocorreram enquanto o Grupo dos Sete (G7) discutia na França um plano para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de IA desenvolvidos por empresas norte-americanas.
O principal diplomata chinês, Wang Yi, afirmou que a China acelera a criação de uma organização global de cooperação em IA, convidando todas as partes. Wang declarou que a tecnologia deve atender às necessidades humanas, durante o lançamento de um documento governamental que criticou guerras comerciais e apoiou o chamado Sul Global.
Em paralelo, os países do G7 debateram um plano para que “parceiros confiáveis” acessem os modelos de IA dos EUA. Enquanto isso, Zhao Haibing, vice-presidente do órgão econômico chinês, criticou abordagens de desenvolvimento tecnológico “fechadas, exclusivas e monopolistas”.
A China foca em modelos de baixo custo ou gratuitos, diferentemente dos modelos americanos, que são frequentemente oferecidos por assinatura. Zhao destacou os esforços chineses de cooperação via BRICS e Organização de Cooperação de Xangai, além da iniciativa “Construção de Capacidades em IA para Todos” e apoio à ONU na governança global da IA.

