A Prefeitura do Rio de Janeiro não conseguiu vender um terreno no Leblon em sua nona tentativa de leilão, realizada na terça-feira, dia 16 de junho. O imóvel, avaliado em lance mínimo de R$ 27,3 milhões, enfrenta resistência do mercado devido a restrições de construção e questões legais.
O terreno, localizado na Avenida Bartolomeu Mitre, faz parte da estratégia municipal de venda de ativos ociosos e está disponível desde o ano passado. Apesar da localização, o mercado aponta fatores que dificultam a aquisição. O estudo que fundamenta o leilão prevê um potencial construtivo de 8,3 mil metros quadrados, mas o gabarito da área limita a edificação a dois pavimentos, resultando em cerca de 3,3 mil metros quadrados efetivamente construíveis.
Adicionalmente, o quarteirão é ocupado por diversos equipamentos públicos, como unidades do Detran e da Águas do Rio, o antigo prédio da Subprefeitura da Zona Sul e um colégio estadual. A insegurança jurídica também contribui para a falta de interesse. Investidores adotam postura cautelosa após o Ministério Público questionar a constitucionalidade das leis conhecidas como “Mais-Valia” e “Mais Valerá”, que tratam de ampliações e regularizações de imóveis.

