São Paulo expande a cooperação com estados como Amapá, Maranhão e Piauí para disseminar estratégias de combate financeiro ao crime organizado. A iniciativa, realizada no âmbito do Recupera-SP, visa atingir a estrutura econômica de grupos criminosos por meio da recuperação de ativos.
O modelo paulista de recuperação de ativos tem atraído atenção de órgãos de segurança pública de outras regiões do país. Nas últimas semanas, 31 representantes de instituições do Amapá, Maranhão, Piauí, Roraima e Tocantins participaram de encontros técnicos. A agenda segue uma cooperação iniciada em 2025, quando profissionais de Alagoas também estiveram envolvidos em imersões sobre o programa.
Os encontros, que ocorreram ao longo dos últimos meses, abordaram inteligência patrimonial, gestão de bens apreendidos e alienação antecipada. O delegado Lawrence Tanikawa, responsável pelo Recupera-SP, declarou que a recuperação de ativos “deixou de ser um tema acessório e passou a ocupar posição estratégica no enfrentamento ao crime organizado”.
O programa paulista já recuperou R$ 57 milhões, e R$ 34,2 milhões desse valor foram aplicados até maio deste ano. Os recursos são usados para melhorias estruturais e tecnológicas das forças de segurança, garantindo que o patrimônio retirado da criminalidade retorne à sociedade.


