Os líderes do G7 se reuniram em Evian-les-Bains, na França, para discutir a economia global, mas evitaram debater o impacto da guerra entre EUA e Irã. O conflito, que elevou os preços do petróleo em 30% e pressionou a inflação, gerou críticas prévias dos líderes ao presidente dos EUA.
A reunião ocorreu em meio a um cenário de crescimento global prejudicado pelo aumento da inflação e pelo salto nos preços da energia. Os líderes do G7 já haviam criticado publicamente a decisão do presidente dos EUA de iniciar o conflito sem consultá-los. No entanto, durante a cúpula, os participantes deixaram de lado as discussões sobre o impacto econômico da guerra, buscando evitar um confronto com o presidente dos EUA, cuja cooperação é necessária em temas como a Ucrânia e a Otan.
O impacto do conflito já é visível na economia mundial, forçando bancos centrais, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, a adotarem medidas restritivas e elevarem as taxas de juros. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, comentou estar “farto” do efeito do conflito nas contas de energia, enquanto a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, alertou para as consequências sociais e econômicas.
Analistas apontam que o G7 corre o risco de minar sua relevância ao se esquivar do principal desafio econômico mundial. Um economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais afirmou que “As políticas dos EUA têm prejudicado a atividade econômica mundial”, reforçando a necessidade de o grupo fortalecer sua agenda em um momento em que economias emergentes representam parcela maior do comércio global.


