A produção de conteúdo por inteligência artificial (IA) avançou rapidamente, gerando textos, vídeos e imagens em segundos. Esse avanço impõe o desafio de garantir a autenticidade da informação na internet, tornando crucial saber identificar o material gerado por máquinas para combater a desinformação.
A análise crítica permanece a ferramenta mais eficaz para identificar conteúdos criados por IA, visto que esses materiais apresentam características específicas. Para confirmar a confiabilidade de uma notícia, a imprensa recomenda verificar o autor, desconfiar de portais com nomes que imitam veículos conhecidos e aplicar a regra dos três links, que exige que a informação seja ecoada por outros veículos consolidados.
Em relação a vídeos, ferramentas como o Veo, do Google, geram produções de alta qualidade, mas podem apresentar falhas. Especialistas apontam que microexpressões faciais pouco naturais, sincronia labial inadequada, sorrisos exagerados e inconsistências na interação de objetos com luz e sombra podem indicar conteúdo artificial.
No caso de textos, as marcas da IA incluem a falta de variação vocábulo, o uso de expressões clichês e a ausência de aprofundamento nas ideias. A redundância de informações e a dependência constante de referências externas também evidenciam os limites da inteligência artificial generativa.

