A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até a tarde desta quarta-feira para prestar esclarecimentos sobre a apreensão de uma pistola durante uma blitz de bafômetro na noite de segunda. A solicitação decorre de ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que questiona a posse da arma e o pedido de reparo feito perto do fim da prisão domiciliar.
O ministro Alexandre de Moraes destacou em seu despacho que a consulta ao sistema do Exército brasileiro confirmou que a pistola Glock 9 mm, com carregador sobressalente, recolhida pela Polícia Civil, é de propriedade do ex-chefe do Executivo. A apreensão ocorreu menos de dez dias antes do término do período de 90 dias da prisão domiciliar humanitária, concedida para recuperação de broncopneumonia.
A arma foi encontrada com um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. O militar alegou que a pistola pertencia ao ex-presidente e foi entregue para um reparo em um percussor. Contudo, relatos do agente responsável pela abordagem indicaram que o sargento fechou o vidro do veículo repentinamente ao perceber a arma no assoalho.
O boletim de ocorrência registrou a apreensão por ausência de documentação para o porte, visto que o militar não portava o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF). No documento, o nome do ex-presidente aparece como “envolvido” na ocorrência.

