A malha ferroviária brasileira possui baixa densidade em relação ao território nacional, com apenas 3,6 km de ferrovia por 1.000 km². Segundo análise de um economista, dois terços dos trechos estão abandonados ou subutilizados, configurando um problema histórico de infraestrutura.
A densidade ferroviária do país ocupa o 10º lugar mundial, sendo um décimo da observada nos Estados Unidos. A situação piora ao considerar que a maior parte da malha está inoperante. O modelo de concessão adotado após a desestatização da RFFSA, no final do século passado, focou na maximização da outorga, limitando os investimentos apenas à manutenção dos trechos ativos.
O especialista Bernardo Figueiredo explicou que os trechos não foram abandonados por negligência, mas por falta de demanda econômica ou por não se adequarem à dinâmica moderna. Atualmente, a renovação das concessões prioriza o aperfeiçoamento da extração de valor e a indenização por degradação, sem contemplar a modernização da malha existente.
Figueiredo afirmou que é crucial avaliar estrategicamente quais trechos possuem interesse logístico, separando o que é economicamente viável do que é passivo. Ele declarou que a decisão sobre reabilitação deve se basear na real necessidade de demanda e na relação custo-benefício, e não em apego geográfico.

